Prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, pagou adiantado mais de R$ 8 milhões por livros, mas alunos seguem sem material didático


Mesmo após um pagamento antecipado de mais de R$ 8 milhões para a compra de livros didáticos, escolas da rede municipal de São José de Ribamar continuam sem material pedagógico, gerando revolta entre pais, professores e a comunidade escolar.


O contrato em questão é o de nº 149/2025, firmado pela gestão do prefeito Dr. Julinho, no valor considerado estratosférico de R$ 8.090.816,00, destinado à aquisição de coleções de livros didáticos para os alunos do município. No entanto, na prática, o que se vê é a ausência total ou parcial desse material nas salas de aula, como é o exemplo da escola municipal José Gregório Botão. 


De acordo com informações que já chegaram aos órgãos de controle, a transação é legalmente questionável, especialmente pelo pagamento antecipado de um valor tão elevado sem a devida comprovação da entrega integral dos livros. Para a fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o caso levanta sérias dúvidas quanto à correta aplicação dos recursos públicos e aponta para um possível descaso com o dinheiro do contribuinte.


A empresa contratada para fornecer o material é a R. Oliveira Comércio e Serviços Educacionais, que recebeu os valores milionários enquanto estudantes seguem prejudicados no processo de aprendizagem. Professores relatam dificuldades para ministrar aulas sem o suporte básico do material didático prometido no contrato.


O episódio expõe mais um capítulo preocupante da atual gestão municipal, em que cifras milionárias são liberadas, mas os resultados concretos simplesmente não chegam à ponta. Pais de alunos cobram explicações, transparência e, principalmente, a entrega imediata dos livros pagos com recursos públicos.


Diante da gravidade dos fatos, cresce a expectativa para que o TCE e outros órgãos de fiscalização aprofundem as investigações, a fim de esclarecer se houve irregularidades, responsabilidades administrativas ou até mesmo possíveis ilícitos na execução do contrato.


Enquanto isso, quem paga a conta é o aluno da rede pública, que segue sem material básico, e o contribuinte ribamarense, que vê milhões saírem dos cofres públicos sem retorno visível.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Renomado professor ribamarense usa as redes sociais para denunciar “presepadas” da presidente da Câmara de Ribamar, que vai gastar quase R$ 40 mil com café da manhã e feijoada

Diário Oficial expõe vai e vem de exonerações e escancara disputa entre primeira-dama e filho do prefeito Dr. Julinho em Ribamar

No dia do Professor: Prefeito de Ribamar insulta professores durante reunião “Estão velhas e acabadas”